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“A idéia que fazemos de uma criança que escapa do confinamento do mundo adulto e vai para algum lugar onde tem poder, literal e metaforicamente, realmente me agrada.”

Nome completo: Joanne Kathleen Rowling
Nasceu em: 31 de julho de 1965
Natural de: Edimburgo, Escócia

J. K. Rowling – leia Joanne Kathleen Rowling – nasceu na cidade Chipping Sodbury, Edimburgo, (motivo pelo qual ela brinca com as palavras, que transformam-se nos nomes estranhos dos seus livros), na Escócia (Grã-Bretanha) em 31 de julho de 1965 (uma leonina tal Harry Potter, “nascido” no mesmo dia). O nome dela é Joanne Rowling. ‘Kathleen’ era o nome de uma de suas avós. Os editores acharam que seria melhor ter uma outra inicial para compor um nome artístico. Durante a infância foi bastante estudiosa (sem medo, portanto, de compará-la à Hermione) entretanto custou a ser vista como tal pela própria professora. “Minha professora distribuía os alunos conforme a ‘esperteza’ deles, de acordo com os critérios dela – os mais adiantados à sua esquerda, e os mais lentos, à sua direita. Eu ficava no lugar mais longe, à direita da professora, o mais longe possível, sem me sentar no playground, para ter aulas”. Então, depois de algum tempo, Rowling conseguiu um pouco de destaque (ou “esperteza”) e um lugar junto a professora, e à esquerda, claro!

Ela escreve desde os seis anos, e muito, mas não mostrava os textos a ninguém… e é uma sorte imensa que ocorra justamente o contrário atualmente: nossas vidas perderiam totalmente o brilho sem Harry Potter!

Sua irmã – a quem dedica o primeiro livro – chama-se Diane e é mais velha; seu pai, Peter; e sua mãe, Anne (falecida) – que por acaso também recebe uma homenagem.

Rowling estudou Francês na Universidade de Exeter, um grande erro para ela, que gostaria de ter estudado Inglês e só não o fez pois seus pais preferiam a outra língua. Ainda sim, mudou-se para Portugal (1991), onde lecionou Inglês, depois de ter trabalhado na Anistia Internacional. Começa a escrever A Pedra Filosofal. Lá casou-se com um jornalista português, matrimônio que durou três anos e foi mal sucedido até certo ponto, pois dele nasceu Jessica (1993). O casamento acabou logo após o nascimento da garota. Ela e a filha voltaram para a Escócia, onde estava morando Diane. Jo dava aulas de Francês e ganhava muito pouco, o dinheiro ganho mal dava para sustentar a casa. Sem dinheiro, e com uma filha pequena para cuidar, ela entrou em depressão. Daí, recomeçou a escrever sobre o menino órfão que descobre ser bruxo, idéia antiga (1990) que tivera após a morte de Anne – sua mãe. Ela escrevia em cafés da cidade, com Jessica dormindo em um carrinho de bebê. Graças a ajuda do Conselho Escocês de Artes, ela teve dinheiro para terminar o segundo número.

Não foi uma época tão gloriosa, entretanto depois de nove tentativas frustradas, consegue publicar o primeiro volume pela Bloomsbury (1997), uma pequena editora inglesa. O sucesso não foi imediato, mas depois de inúmeros elogios concedidos e divulgação boca-a-boca, Rowling alcança com seu livro a lista dos mais vendidos do país. A Câmara Secreta (1998) veio juntamente com um contrato da Schoolastic (editora americana) e suas capas ilustradas por Mary GrandPré. Conseqüentemente, estava lançada a sorte do nosso herói! Sai então, o terceiro volume – O Prisioneiro de Azkaban (1999) – e recebe todas as honras possíveis: Harry foi capa da revista Time e resenhado por ninguém menos que Stephen King, o mestre do terror (que, por sinal, adorou os livros). Logo após, O Cálice de Fogo (2000) é publicado; o lançamento causou uma corrida às lojas – houveram livrarias nos dois continentes que abriram à meia-noite para que os leitores comprassem o livro. “É o meio da série, o fim de uma fase e o começo da próxima. Por isso o livro é tão comprido” explica Rowling. O quarto volume apresenta um número sensacional de páginas – o ínicio da narrativa sobre a adolescência de Potter e seus amigos (e inimigos).

Alguns dos personagens dos livros são “baseados em fatos reais”, como Rony (Sean Harris,amigo de Jo) e Lockhart (você consegue conceber uma pessoa como ele? Eu consigo, e diga-se de passagem, é terrível e igualmente hilariante!). Hermione é uma alusão à infância da própria Joanne. Harry deve seu sobrenome aos antigos vizinhos e amigos de Rowling; “Harry” porque é o nome do qual Jo mais gosta. Justamente o protagonista não foi baseado em ninguém especial – não que saibamos.

J. K. Rowling casou-se novamente, no dia 26 de dezembro, 2001, com o médico Neil Murray, e deu à luz um menino, David Gordon Rowling Murray, que nasceu em Edimburgo num domingo, 23 de março de 2003.

O casamento e a gravidez de Rowling foram o assunto preferido dos fãs durante a época de lançamento de Harry Potter e a Ordem da Fênix, já que muitos achavam que esse era o motivo do atraso no lançamento do mesmo.