Após viverem alguns anos em harmonia, começaram a surgir desentendimentos entre os quatro fundadores. Slytherin queria ser mais seletivo em relação aos alunos – ele achava que apenas devia ser digno de estudar em Hogwarts aqueles que viessem de família de bruxos, o que era chamado de “sangue puro”. Incapaz de convencer os demais, Slytherin abandonou Hogwarts, mas antes construiu uma Câmara Secreta, cuja entrada, descoberta em 1992, está no banheiro feminino do 1º andar, assombrado pela fantasma Murta Que Geme. Na Câmara vivia um basilisco, uma imensa serpente que mata todos aqueles que olham diretamente para seus olhos. A Câmara só poderia ser aberta pelo herdeiro de Slytherin, e este teria a missão de terminar com todos os “sangue-ruins” do colégio. Em 1942, a Câmara Secreta foi aberta pela primeira vez. Vários filhos de trouxas foram atacados, até culminar na morte de uma menina, a Murta Que Geme. A série de ataques terminou quando Tom Riddle, então monitor-chefe do colégio, apanhou Rúbeo Hagrid, que era então aluno do 3º ano do colégio. O monstro da Câmara seria Aragogue, uma aranha gigante que Hagrid criava escondido na escola. Hagrid foi expulso e teve sua varinha quebrada; Riddle ganhou um prêmio por serviços especiais prestados ao colégio. Cinqüenta anos depois, a Câmara foi reaberta. Com a ajuda de seus amigos, entre eles o próprio Hagrid, Harry Potter descobriu que na verdade Tom Riddle era o herdeiro de Slytherin. Mais detalhes sobre a história da Câmara Secreta podem ser encontradas na seção sobre o segundo livro da série. Atualmente (em 1996, ano em que acaba a história de “Harry Potter e a Ordem da Fênix”), Hogwarts é dirigida por Alvo Dumbledore. O diretor - que já resistiu a pelo menos duas tentativas de ser definitivamente retirado do cargo comanda o ressurgimento da Ordem da Fênix, uma sociedade que tenta impedir o reerguimento de Lord Voldemort, que está voltando após 14 anos no exílio. Os antigos diretores: O cargo de diretor de Hogwarts é vitalício - ou seja, geralmente as pessoas que o ocupam ficam nele até morrerem. Todos os diretores de Hogwarts possuem um quadro no escritório do diretor. Eles servem como conselheiros do atual ocupante do cargo, além de estarem a seu serviço, caso Dumbledore os precise enviar em alguma missão. Assim, Fineus Nigellus, por exemplo, serve como uma forma de contato entre Dumbledore e a sede da Ordem da Fênix, onde o antigo diretor possui um quadro pelo qual pode transitar. Interferências: Desde que assumiu a direção da Escola de Hogwarts (o que deve ter ocorrido na década de 1970), a administração de Alvo Dumbledore sofreu pelo menos duas graves interferências. Uma delas foi no primeiro semestre de 1993, quando Lúcio Malfoy, que comandava os conselheiros da escola, convenceu os demais, ameaçando-os azará-los, de aprovar o afastamento de Dumbledore, alegando que o diretor não demonstrara competência para pegar o responsável pela abertura da Câmara. Pouco depois, quando Gina é levada pelo basilisco e Harry mata a criatura, Dumbledore volta a Hogwarts, e Lúcio é expulso do Conselho. A segunda interferência realizou-se em uma série de etapas, que se iniciaram um dia antes do início do ano letivo 1995-1996. No dia 31 de agosto, o Ministério da Magia aprovou decreto que o autorizava a nomear um professor de Defesa Contra as Artes das Trevas, visto que Dumbledore não achou nenhum candidato para o cargo. Dolores Umbridge, então, foi nomeada. Umbridge, subsecretária sênior de CornéliO Fudge, foi tendo o poder fortalecido por meio de decretos ministeriais, até ter poder para monitorar as aulas das professores, proibi-los de se comunicar com os alunos sobre qualquer assunto não relacionada à matéria escolar, e até mesmo demiti-los, o que ela fez com Sibila Trelawney e Hagrid. Cerca de duas dezenas de alunos da Grifinória, Corvinal e Lufa-lufa, liderados por Harry Potter, montam um grupo de resistência a Umbridge, denominado Armada de Dumbledore (AD), que realiza encontros secretos, que Harry usa para passar seus ensinamentos de combate. A AD, porém, é desmascarada depois que Marieta Edgecombe, uma de suas integrantes, denuncia a existência do grupo para Umbridge. Para que Harry não seja expulso, Dumbledore assume que foi ele quem criou o grupo, e é obrigado a fugir de Hogwarts, deixando a direção do colégio livre para Umbridge. Durante os meses em que administra o colégio, ela é obrigada a lidar com a rebeldia dos alunos, que colocam até mesmo pelúcios em seu escritório, e toma uma série de medidas repressivas, visando garantir a ordem na instituição. Nenhum de seus atos, porém, surte o efeito esperado. Somente no fim de junho, quando seis membros da AD e Dumbledore vão no Ministério da Magia duelar com Voldemort e os Comensais da Morte, e alguns dos funcionários do Ministério (incluindo Fudge), testemunham o retorno de Você-Sabe-Quem, que Dumbledore finalmente recupera a direção do colégio, e Umbridge, que foi atraída por Hermione para a Floresta Proibida e lá foi carregada por centauros, é atingida por sérios problemas mentais. |



